«Foi um mercado importante para nós», descreveu, apontando para a valorização do plantel depois da boa participação na Liga Conferência. Ainda assim, Cardoso admite que «seria muito melhor vender no final da época», mas o clube «precisava» destas vendas para que não «caísse em salários em atraso e dívidas a fornecedores».
Em relação à tão badalada transferência gorada de Tomás Händel para o FC Porto no último dia do mercado, António Miguel Cardoso confirma o «interesse de vários clubes» sem nomeá-los.
«O Tomás é um dos nossos desde que nasceu, o Tomás é um vitoriano, é alguém que sente o clube e já várias vezes tem dito publicamente aquilo que o Vitória se está a transformar, aquilo que o Vitória se modificou nestes últimos anos, o Tomás é um exemplo disso mesmo. Não chegámos a entendimento com nenhum clube, nada se efetivou, portanto, neste momento, o Tomás é mais um daqueles que está connosco no grupo», disse.
O atleta recebeu uma melhoria salarial com a renovação até 2029. «Era algo que já estávamos a falar com o Tomás há algum tempo. O Tomás é um atleta de excelência, é um dos nossos capitães de equipa, é alguém que é um exemplo para o grupo e é alguém que tem que ser acarinhado pelo clube. Por isso, enquanto o Tomás cá estiver terá sempre direito a tudo. E no dia em que as coisas acontecerem, se tiverem de acontecer, também acho que aí o clube tem a obrigação de agradecer sempre ao Tomás», finalizou o tema.
Outro dos nomes quentes durante os primeiros quinze dias de mercado foi Alberto Costa, jovem que se afirmou na primeira metade da época e que saiu em direção à Juventus num pacote de 15 milhões de euros.
«Desde que a nossa administração entrou, há três anos, que já tínhamos detetado o Alberto como um ativo muito interessante. Tem um biótipo diferente, é um atleta diferente, e o futebol hoje em dia procura muito esse tipo de atletas. A partir de determinado momento começamos a perceber que realmente a Europa estava muito atenta ao Alberto. Com a qualidade que ele foi demonstrando quando começou a jogar tanto a nível doméstico como internacional, depois começaram a aparecer imensos contactos, começamos a perceber que seria uma coisa que poderia acontecer com alguma facilidade», disse.
Também Manu Silva destacou-se e acabou por sair, este para o Benfica. António Miguel Cardoso garante que o médio queria jogar no Benfica.
«Ele queria ir para o Benfica e a melhor proposta para a Vitória foi deles. É verdade que havia outros clubes, havia outros projetos, havia outros interessados. Foi feito um bom encaixe e acho que faz parte daquilo que é o projeto do Vitória. Há determinados valores e o Vitória atual não pode dizer não a determinados valores, e nós também não podemos esquecer que os próprios jogadores têm ambições e nós temos um teto salarial que muitas vezes é impossível de cobrir perante estes clubes que estamos a falar, e por isso são coisas naturais», refere.
Outro dos homens que deu encaixe financeiro ao clube da Liga foi Kaio César, extremo brasileiro que reforçou o Al Hilal. O dirigente afirma que «o Vitória não se pode dar ao luxo de chegar a um valor de nove milhões e dizer que não».
«Nós no ano passado fizemos um empréstimo com a opção, se não me engano em janeiro, e andamos ali até ao fim para acionar a opção de compra, mas financeiramente não nos foi possível. Quase em cima da hora dissemos que o jogador teria que voltar para o Brasil contra a nossa vontade e a vontade do jogador na altura. No início desta época, e já um bocadinho com as relações tensas com o Coritiba, voltamos a pedir o empréstimo, e eles disseram que não, que nem pensar, que as coisas não tinham corrido da melhor forma. Por isso acabamos por fazer o empréstimo do Kaio mesmo em cima da hora e já em condições que não eram as melhores. E portanto foi feito um novo acordo de empréstimo, que não foi o melhor acordo, mas foi o possível perante aquilo que eram as condições naquele momento», justificou.
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